Ontem depois de tomar conhecimento sobre as novas medidas do governo, não sendo eu uma perita em economia ou história, fiquei com a sensação que os anos 70/80/90 foram como que um oásis, uma miragem, no meio de um tórrido deserto.
Na realidade na história da humanidade, sempre vivemos com pouco e mal. Estes anos de industrialização e crescimento económico fizeram com que, temporariamente houvesse uma maioria de pessoas a viver razoavelmente, portanto, uma maioria de classe média. O acesso a saúde, educação e bens tornou-se um direito imprescindível a que quase todos tinham acesso.
Agora com a estagnação do crescimento económico e a contracção dos mercados, parece que estamos a voltar muitas décadas atrás. Agora até já estão a aumentar as horas de trabalho semanal. Tudo o que conquistamos está a ser perdido.
Contras:
Nós, que não vivemos no tempo dos nossos avós, vamos ter de nos habituar a viver com menos. Não sei como vai ser o nosso futuro e o dos nossos filhos. Já não existem as certezas de antigamente, tudo está vulnerável, basta cair uma carta e tudo se desmorona.
Se dinheiro gera dinheiro, a falta de dinheiro, gera falta de dinheiro. Não sei como as medidas do governo nos vão ajudar.
Prós:
Já estava na altura de algo nos fazer parar e ter a noção que este consumismo desenfreado, estava a acabar com tudo o que é mais importante.
Como temos alguma dificuldade em estabelecer limites para nós mesmos, talvez este tipo de intervenções sejam divinas e nos façam, obrigatoriamente, desacelerar.
A China e a Índia não vão ficar a rir-se, com o actual estado das coisas a quem vão eles fornecer?
Vai haver uma contracção económica a nível mundial.
Temos de ver o actual estado em que todos nos encontramos, como uma oportunidade para corrigir os erros e com todo o conhecimento e experiencia que ganhámos, fazer melhor. Mais que nunca, esta a ser-nos dada a oportunidade de ver como todos dependemos de todos, é preciso acabar com a imaturidade do individualismo e egocentrismo que vai do pessoal para os outros e dos países para o mundo.
Se vamos conseguir…
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