Saul Bellow
Acho que é um livro diferente dos que estou habituada a ler. Só a partir do meio do livro comecei a conseguir ter uma ideia clara sobre o personagem principal, Citrine.
Paralelamente ao enredo do livro vão-se descortinando os pensamentos de Citrine que recorrem a múltiplas referencias, autores, correntes de pensamento e teorias.
Gosto quando um livro me ensina coisas novas. Devido aos vários assuntos abordados pesquisei sobre a Teosofia, Helena Blavatsky, e Antroposofia. É curioso como em algumas alturas, alguns conhecimentos se vão encaixando como puzzles. Enquanto lia o livro vi o filme Prometheus que conta a história que os nossos "engenheiros" eram homens gigantes, fiquei a pensar se não teriam ido buscar esta ideia à antropogénese de Helena Blavatsky.
Ao longo do livro o personagem principal vai tomando consciência que o facto de ser um intelectual reconhecido não o “salva” das questões práticas da vida, mas essa consciência é, em parte, quase forçada pelos factos que se vão sucedendo e faz com que Citrine aprenda a tomar as rédeas do seu destino. Não basta viver no mundo das ideias.
O livro tem conceitos muito interessantes, alguns novos para mim, outros que vão ao encontro de ideias que já tinha. É sempre bom quando num livro lemos um pouco sobre o que intuímos, faz-nos pensar que afinal não estamos sozinhos.
Há também a ironia e as situações ridículas que por vezes imperam na historia do homem.
Há também a ironia e as situações ridículas que por vezes imperam na historia do homem.
Sobre a edição há alguns erros, o que é pena.
Se me perguntassem quantas estrelas dava a este livro, não saberia simplesmente o que responder.

